O que é Eficiência Energética?
Eficiência Energética é fazer mais com menos, mantendo conforto e qualidade. Isto é, gerar a mesma quantidade de energia utilizando menos recursos naturais. Ela é definida pela relação entre a quantidade de energia empregada em uma determinada atividade e aquela disponibilizada para sua realização.
Sabemos que as atividades da sociedade moderna são possíveis devido ao uso intensivo de formas de energia, como eletricidade, gasolina, álcool. E esta é utilizada em diversos equipamentos e sistemas que transformam formas de energia. Porém, uma parte dela sempre é perdida para o meio ambiente durante esse processo.
Por meio deste artigo vamos abordar sobre a importância e relevância desse assunto e entender como qualquer pessoa pode se tornar um agente transformador em sua própria casa e receber bons resultados como recompensa.
Como este artigo está estruturado
- Eficiência Energética na Arquitetura
- Parâmetros para alcançar a Eficiência Energética
- Como a energia é desperdiçada?
- Benefícios da Eficiência Energética
- Aplicação da Eficiência Energética
- Medidas para melhorar a Eficiência Energética
- Conclusão
Eficiência Energética na Arquitetura
Eficiência Energética na Arquitetura é alcançada da mesma forma, quando se realizam os mesmos serviços e resultados com uma menor quantidade de recursos energéticos, o que proporciona conforto térmico, visual e acústico com um menor consumo energético.
Um dos principais fatores é o uso de energia. A indústria da construção causa grande impacto ambiental pois edifícios (residenciais, comerciais, serviços) representam 51% do consumo de energia elétrica no país, além das emissões de gás carbônico, causador do efeito estufa.
Desta forma, a energia é consumida durante todo o ciclo de vida do edifício, desde a construção pela fabricação de materiais e componentes, em sua operação, manutenção e desconstrução ou pós uso.
Para otimizar esses impactos, políticas e conceitos estão sendo criados em diversos países com ideias como energia zero e zero emissões. No livro “Eficiência Energética na Arquitetura”, o triângulo clássico de Vitrúvio inclui a eficiência energética nos seus três vértices, que devem ser consideradas no momento de projetar, definido pelos termos:
- Firmitas: referente à estrutura, o que mantém a estrutura em pé. Assim já podemos optar por utilizar materiais com menor consumo energético;
- Utilitas: relacionado à funcionalidade, aqui entram os conceitos de conforto térmico, visual e acústico;
- Venustas: é a beleza da edificação, contempla os elementos, equipamentos e funções.
Parâmetros para alcançar a Eficiência Energética
Como parâmetro para alcançar a Eficiência Energética é importante se atentar quais são os principais usos finais por setor, isto é, no setor residencial por exemplo, o consumo corresponde à aquecimento de água, uso de geladeira de forma constante, instalação de ar condicionado e etc.
De outro lado, analisar as fontes alternativas que podem ser aplicadas como aquecimento solar, adesão de um projeto bioclimático, potencializando a função da insolação, ventilação, iluminação natural, sombreamento, cores, desempenho térmico, energético, materiais.
O projeto arquitetônico pode ser um grande influenciador destas decisões por meio de especificações de componentes, materiais, orientação, determinando a incorporação de energias renováveis, como a fotovoltaica para a produção de eletricidade.
Já no setor comercial, os usos finais variam de acordo com suas tipologias, com destaque em ar condicionado, iluminação artificial e uso de equipamentos. Desta forma é importante pensar o projeto de forma global, o projeto de interiores por exemplo, pode potencializar as ações adotadas no projeto arquitetônico.
Com um olhar urbano, vemos que a eficiência energética é pouco considerada nas leis urbanísticas. Sendo assim, o microclima pode ser fortemente afetado pelas decisões tomadas no planejamento urbano. Vale considerar no momento de projetar a existência do fenômeno de ilha de calor, que ocorre devido a remoção da vegetação e aumenta a temperatura das cidades, pelas propriedades térmicas de materiais adotados como coberturas em fibrocimento, ruas em asfalto, calçadas impermeáveis.
Existem diversas soluções que podem ser adotadas, entre elas encontramos telhados verdes, fachadas ventiladas, uso de ventilação cruzada, criar relações entre o externo e interno, entre o humano e o natural.
Devemos considerar no ambiente construído que nossas ações criam impactos no meio ambiente. Sustentabilidade no ambiente construído envolve a Bioarquitetura e fatores não só ambientais mas também sociais e econômicos, relativos ao uso de recursos, materiais, relações com o local que está inserido e principalmente relacionado ao desempenho e custo no ciclo de vida da edificação, que deve ter mais importância que o custo inicial.
Para isso, a importância de um processo de projeto integrado e multidisciplinar.
Como a energia é desperdiçada?
A energia é desperdiçada durante o processo de transformação das fontes de energia. Isto significa que, uma lâmpada possui o objetivo de iluminar, porém, além de luz, ela produz calor e ainda, pode estar acesa em um ambiente sem ninguém presente, pois não servirá ao seu propósito de iluminação.
Estes efeitos se multiplicam a medida que a energia é migrada por todos os setores econômicos. Comprar uma lâmpada com maior eficiência energética pode custar bem mais do que adquirir uma comum, a decisão dependerá de fatores econômicos.
Vale neste caso considerar a vida útil e a economia, ainda a escolha por equipamentos e sistemas mais complexos, o que não é levado em conta muitas vezes pelos consumidores por falta de domínio matemático e se torna a razão pelo qual muitos consumidores usam de forma inadequada as formas de energia, por isso a importância de nós, profissionais da área, ressaltarmos e defendermos os benefícios.
Reduzir o consumo energético em edificações nos seus diferentes ciclos de vida é um dos desafios para a sustentabilidade na arquitetura. Arquitetos e urbanistas são provocados a refletir formas de diminuir o consumo de energia em diferentes etapas e áreas de atuação, do projeto à arquitetura de interiores.
Pesquisas realizadas sobre o assunto, abordam que as principais formas de perdas de energia em uma edificação se encontram de forma geral em 35% nas paredes, 25% esquadrias, 25% cobertura e 15% pelo piso. Isso acontece de forma inevitável por convecção, condução e radiação, mas é dever do arquiteto controlar através da escolha de materiais e técnicas apropriadas.
Benefícios da Eficiência Energética
O primeiro benefício que pode ser notado é a redução considerável na conta de luz pois, os insumos serão aproveitados de melhor forma e haverá consequentemente menos desperdícios nas etapas do processo produtivo. Desta forma, menos energia precisará ser gerada.
Além disso, vemos um aumento exponencial de demanda energética, uma vez que em 1960 éramos 3 bilhões de pessoas no mundo e hoje, somos mais de 7 bilhões. Dessa forma, torna-se necessário recorrer a novas opções de geração energética e otimização dos recursos existentes através de estratégias como:
- Isolamento térmico em superfícies quentes;
- Otimização das condições de funcionamento de equipamentos em geral;
- Controle da iluminação;
- Melhor aproveitamento da iluminação natural;
- Diminuição da extração de recursos naturais;
- Redução do consumo de energia elétrica;
- Uso de materiais reciclados e ecologicamente corretos;
- Adoção de fontes de energia alternativas (solar, eólica, biomassa);
- Redução e reutilização dos resíduos sólidos;
- Preservação e cultivo de áreas verdes;
- Uso racional, captação e reutilização de água;
Esses entre outros benefícios refletem como o uso correto da energia é fundamental para reduzir custos e, principalmente, minimizar o impacto ambiental, contemplando todos que necessitam diariamente de energia.



